terça-feira, julho 19, 2011














"I read somewhere... how important it is in life not necessarily to be strong, but to feel strong... to measure yourself at least once... to find yourself at least once in the most ancient of the human conditions...thats the way it is here."

[Alexander Supertramp - Into the Wild]

sexta-feira, julho 08, 2011

Para ser grande, sê inteiro.





















Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.


Ricardo Reis (Fernando Pessoa)
14/02/1933

quinta-feira, junho 16, 2011

Parabens ao Albatroz.
















Hoje é o teu dia.

Faz hoje três anos que escrevi as primeiras letras.
;)

quarta-feira, junho 15, 2011

Cartas de Navegação.















Quero apenas que tudo dê certo. Na minha e na tua margem.
Que não olhes para trás com rancor, com medo de perder.
E mesmo nos dias mais cinzentos,
que nunca percas essa tua coragem.

Digo-te agora.

Digo-te agora, porque agora sinto que te posso dizer...
E as palavras nem sempre surgem, quando nos falta inspiração.
As palavras são a voz simples do coração…
E sem ela…nada temos para dizer.

Digo-te agora.
Porque sinto que ainda estou perto demais da tua margem. Do teu cais.
E sinto. Que tão perto, interfiro… Torno-me inconveniente.
E como bom navegante não devo interferir, jamais.

Não sou pirata que perturba os teus ventos, a tua corrente.
Os mares que estás a percorrer.
Nunca fui um deles, nem irei ser.
E cada um tem direito a seguir o rumo que quer,
Mesmo que seja um rumo diferente.



















Como bom navegante vou me afastar,
Para não criar agitações, rebuliço.
Desejo-te apenas tudo aquilo que de bom este mar pode ser e dar.
Porque é esse o dever do bom navegante… bom embarcadiço.

O teu navegar silencioso diz-me,
Que navegar perto da tua margem é por agora inoportuno.
E eu compreendo-te. E assimilo. Não precisas dizer nada.
Como bom navegante, ergo as minhas velas e sigo o meu rumo.

Adeus ou até já…digo-te por agora.
Não percas nunca o teu rumo.
E lembra-te, bela e nobre navegante. Sempre que passares pelo meu cais,
Levarás contigo uma bonita rosa vermelha,
Um pequeno sinal, fruto do teu regaço, da tua harmonia, do teu aprumo.

Estas são as Cartas de Navegação,
que os navegadores trocam entre si no mar.
São palavras escritas com tinta e coração,
para que ambos possam ler e continuar a navegar,
sem nunca naufragar.















È hora de nos começarmos a despedir deste cais meu Albatroz. Estamos há demasiado tempo a navegar neste cantinho. E sinto que estou a ser inconveniente. Estamos a mais. O Código de Honra dos Navegantes é para cumprir. E cada um é livre de navegar…Este oceano é grande o suficiente para todos nós e há sempre lugar para os bons navegantes. Esses, merecem todo o nosso respeito e temos o dever de guardar sempre um lugar no nosso cais para que possam abrigar-se quando a tempestade os assombra.

Prepara as tuas plumas e voa até ao cimo do Farol. Vê como está o horizonte por mim. Escolhe tu a rota desta vez.

Um bom navegante, cumpre o Código de Honra.

quarta-feira, maio 18, 2011

Aíí galera! Valeu!















Caro amigo Albatroz, reparei hoje que alcançaste mais de mil visitantes brasileiros!?

Em tão pouco tempo...confesso que não estava a espera. Admiro a quantidade de pessoas que por este cantinho passaram...Esperava mais portugueses do que brasileiros, mas a verdade é que ambos falam Portugues! e isso é o mais importante.

Alguns provavelmente vieram cá ter acidentalmente, outros talvez tenham encontrado algo que procuravam...Fico até a pensar que, algures no Brasil, és famoso e eu não sei...lol

Parabens pelo feito alcançado, caro amigo Albatroz. E obrigado a todos os que por cá passaram e que continuaram a passar.

segunda-feira, maio 16, 2011

remar, remar. forçar a corrente!




Mares convulsos, ressacas estranhas
Cruzam-te a alma de verde escuro
As ondas que te empurram
As vagas que te esmagam
Contra tudo lutas
Contra tudo falhas

Todas as tuas explosões
Todas as tuas explosões
Redundam em silêncio
Redundam em silêncio
Nada me diz

Berras às bestas
Que te sufocam
Em abraços viscosos
Cheios de pavor
Esse frio surdo
O frio que te envolve
Nasce na fonte
Na fonte da dor

Remar remar
Forçar a corrente
Ao mar, ao mar
Que mata a gente
Remar Remar

quarta-feira, maio 11, 2011

Sempre, para sempre.



















Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor de certezas
Que não trará dor
Amor que afinal
É amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente

É acabar de maneira igual
E recomeçar
Um amor diferente
Sempre , para sempre
Para sempre


Donna Maria - Sempre, para sempre.

segunda-feira, maio 09, 2011